31 de Julho de 1750 – Nasce Inácio Vilhena Barbosa.

31 de Julho de 1750 – Nasce Inácio Vilhena Barbosa.

Jornalista, escritor, arqueólogo e historiador. Destacam-se, das suas obras, os “Estudos Históricos e Arqueológicos”, os “Monumentos de Portugal, historicos, artisticos e archeologicos”, “As cidades e villas da monarchia portugueza que teem brasão d’armas” , as biografias de “João de Barros”, de “Diogo do Couto” e do “Duque da Terceira”, de “Felix de Avellar Brotero”, de “D. Francisco d’Almeida 1.º viso-rei da India”, de “D. Henrique de Meneses 7.º Governador da India”, de “D. Beatriz rainha de Portugal: mulher d’el-rei D. Afonso III”, do “Visconde de Sá da Bandeira”, de “D. João de Castro 4.º viso-rei da India” e da “Infante D. Beatriz, duqueza de Saboya”. Colaborou também nos periódicos “O Panorama”, “Ilustração Luso-Brasileira”, “Arquivo Pitoresco” e “O Occidente”.

Foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa e da Real Associação de Arquitectos Civis e Archeologos Portugueses.

Na imagem, o brasão e a descrição da história da vila de Arcos de Valdevez na obra “As cidades e villas da monarchia portugueza que teem brasão d’armas”.

29 de Julho de 1849 – Morte de Carlos Alberto de Savoia-Carignano, rei da Sardenha, exilado no Porto

29 de Julho de 1849 – Morte de Carlos Alberto de Savoia-Carignano, rei da Sardenha entre 1831 e 1849, exilado no Porto depois de ter sido derrotado pelo exército austríaco em Novara (23 de Março), assim vendo ruir o sonho de reunificar a Itália.

A 29 de Julho de 1849 morreu na Casa da Quinta da Macieirinha (actual Museu Romântico). O seu corpo foi depositado no claustro gótico da Sé do Porto, na Capela de São Vicente, e depois levado para Turim a bordo do navio de guerra italiano “Monzambano”.

Na imagem, gravura da última residência do rei Carlos Alberto, em Portugal.

26 de Julho de 1396 – O Infante D. Afonso, filho bastardo de D. João I, é armado cavaleiro pelo rei na cidade de Tui

26 de Julho de 1396 – O Infante D. Afonso, filho bastardo de D. João I, é armado cavaleiro pelo rei na cidade de Tui.

Assim se escreve na segunda parte da Crónica de D. João I, capítulo CLXXIV, que trata de “Como el-rei combateu Tuy, e tomou a cidade por preitezia”. Segundo Fernão Lopes, “João Gomez da Silva, que era alferes, subiu pela escala com a bandeira d’el-rei tendida, e muitos com elle, todos armados com lanças na mão e bacinetes postos, e assim entrou a bandeira muito acompanhada por cima do muro, com muitas trombetas e pipias, e outras alegrias. E ao pé da escala ante que a bandeira fosse, fez el-rei cavaleiro seu filho D. Afonso”. Irá mais tarde casá-lo com D. Beatriz, filha do condestável D. Nuno Álvares Pereira. D. Afonso foi Conde de Barcelos e de Ourém e o primeiro Duque de Bragança. Veio a falecer em Chaves, sendo sepultado então na igreja de Santa Maria Maior e daí transladado para a de N.ª Sra. do Rosário do Convento de S. Francisco da mesma cidade, de onde veio então para Vila Viçosa.

Na imagem, a estátua que foi erguida, em Chaves, na Praça Camões, a D. Afonso.

14 de Julho de 1123 – Foral do Porto.

14 de Julho de 1123 – Foral do Porto.

Foi há 900 anos que o Porto teve carta de Foral, dada pelo seu bispo, D. Hugo, aos homens que habitem ou vierem a habitar o burgo do Porto. Com este foral é já assegurada uma certa “autonomia” para os portuenses. Trata-se de um importante documento que marcou a cidade e a sua gente.

Na imagem, a primeira página da tradução do Foral que foi publicado na cidade do Porto, em latim e português, pela Tipografia de Viúva Alvarez Ribeiro e Filhos, em 1822.

12 de julho 1505 – A bula “Eximiae devotionis affectus”, concedia licença ao rei D. Manuel I para edificar um Convento da Ordem de Cristo

12 de julho 1505 – A bula “Eximiae devotionis affectus” do papa Júlio II, concedia licença ao rei D. Manuel I para edificar um Convento da Ordem de Cristo, feminino no qual, à semelhança do que acontecia com os cavaleiros da Ordem de Cristo (e Avis), estas pudessem casar.

In Arquivo Nacional Torre do Tombo, Gavetas, Gav. 7, mç. 3, n.º 33.

11 de Julho de 1594 – Primeira representação no Pátio de Comédia da Betesga, à Mouraria, em que se introduziu a música com a declamação

11 de Julho de 1594 – Primeira representação no Pátio de Comédia da Betesga, à Mouraria, junto ao Real Hospital de Todos os Santos, em que se introduziu a música com a declamação.

Passam hoje 429 anos. Os pátios das comédias eram locais públicos com uma assistência que pagava para ver representar peças teatrais, quer em português, quer em castelhano. O Pátio de Comédia da Betesga também dava pelo nome de Pátio da Mouraria.

Na imagem, pormenor de uma pintura a óleo do século XVII de um pátio de comédias, do acervo do Museu da Cidade de Lisboa.

5 de Julho de 1852 – Aprovação do Primeiro Acto Adicional à Carta Constitucional.

5 de Julho de 1852 – Aprovação do Primeiro Acto Adicional à Carta Constitucional.

Decretado pelas cortes gerais e sancionado por D. Maria II, consta de 16 artigos e foi subscrito pelos ministros Duque de Saldanha, Rodrigo da Fonseca Magalhães, António Luís Seabra, Fontes Pereira de Melo, Almeida Garrett e António Aloísio Jervis de Atouguia. O sentido geral deste 1.º Acto Adicional é o de aumentar a representatividade dos deputados pela instituição do sufrágio directo.

Na imagem, nota de 1.000$00 com a figura de D. Maria II.

4 de Julho de 1780 – Inauguração da Academia Real das Ciências.

4 de Julho de 1780 – Inauguração da Academia Real das Ciências.

Passam hoje 243 anos sobre o dia em que o Padre Teodoro de Almeida fez a sua Oração de Abertura na Academia das Ciências de Lisboa, onde explicava os propósitos daquela ilustre academia:

“Nesta corporação, Senhores, não há de haver membro inútil (…) Huns preparão as notícias, outros desenterrão monumentos, outros examinão os livros, confrontão ediçoens, consultão os originais: Aqui huns descobrem manuscritos, que outros illustrarão com notas: ali outros os traduzem com gosto, outros os publicão com elegância. Lá estarão aquelles observando os mineraes, as águas, as plantas, numa palavra a Natureza. Quando da outra parte estão outros tentando experiencias, fazendo observaçoens, imaginando projectos. Aqui se formão e aperfeiçoão os já conhecidos; acolá se verão outros trabalhando com incansável aplicação nas Mathematicas e no Calculo; outros fazendo fáceis as doutrinas mais espinhosas, e diffíceis, semeando na mocidade o gosto, a critica, o desejo de estudar e saber”.

Na imagem, retrato do padre Teodoro de Almeida da Congregação do Oratório (ANTT).

3 de Julho de 1827 – D. Miguel é nomeado lugar-tenente e regente do Reino por D. Pedro

3 de Julho de 1827 – D. Miguel é nomeado lugar-tenente e regente do Reino por D. Pedro, durante a menoridade de sua filha, com o obectivo deste governar e reger Portugal em conformidade com a Carta Constitucional.

Na imagem, o Decreto de nomeação, de 3 de Julho de 1827, publicado no n.º 240 da Gazeta de Lisboa, de 10 de Outubro de 1827.