5 de Fevereiro de 1644: Partida de Lisboa da Embaixada de Gonçalo Sequeira de Sousa, com o propósito de reatar as relações entre Portugal e o Japão.

5 de Fevereiro de 1644 – Partida de Lisboa da Embaixada de Gonçalo Sequeira de Sousa, a mando do rei D. João IV, com o propósito de reatar as relações entre Portugal e o Japão.

Passam hoje 379 anos. Para o efeito foram aparelhados dois galeões, o Santo André e o Santo António de Aveiro (este último nunca chegou ao destino).

Depois de muitas vicissitudes, o Embaixador Gonçalo Sequeira de Sousa, fidalgo da Casa Real e Comendador da Ordem de Cristo, chega, em finais de Maio de 1645, à cidade de Macau, na China. A 8 de Julho de 1647, três anos depois da sua partida de Lisboa, parte finalmente para o Japão no Galeão Santo André e num novo galeão trazido expressamente de Goa, o São João Baptista, chegando a Nagasaqui a 26 de Julho de 1647.

A sua missão não será bem sucedida, tendo, a 4 de Setembro, os seus navios sido rebocados para fora do porto pelos japoneses, sem a desejada reabertura de relações entre Portugal e o Japão. Esta só viria acontecer dois séculos depois, com o Tratado de Paz, Amizade e Comércio pelo Rei D. Pedro V e o Imperador do Japão (1860).

Na imagem, dois pares de biombos namban, onde podemos ver o encontro de civilizações ocorrido nos séculos XVI e XVII aquando da presença portuguesa no Japão (MNAA).

3 de Fevereiro de 1509: Batalha Naval de Diu

A Batalha Naval de Diu aconteceu há 514 anos

No dia 3 de fevereiro de 1509 deu-se o confronto naval ao largo de Diu, no Norte da Índia, que opôs a Armada Portuguesa, sob o comando do Vice-Rei da Índia, D. Francisco de Almeida, a uma frota Egípcia, Guzerate e Otomana.

A Batalha Naval de Diu foi, ao nível tático, uma batalha decisiva, na qual um dos contendores perde todo o seu poder naval, tendo sido uma das mais emblemáticas da História da Marinha Portuguesa. A esquadra portuguesa não perdeu nenhum navio e afundou 4 naus inimigas, capturou outras 6 e 2 galés, tendo afundado um elevado número de fustas e paraus.

Em termos estratégicos, esta batalha representou o domínio absoluto do Índico pelos portugueses durante cerca de 30 anos, pois só em 1538 voltou a ser verdadeiramente posta em causa a presença portuguesa naquele oceano, pelo Império Otomano.

3 de Fevereiro de 1488: Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança.

A 3 de Fevereiro de 1488, Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, depois chamado da Boa Esperança.

Bartolomeu Dias terá nascido cerca de 1450 e faleceu a 29 de Maio de 1500.

O navegador português, ao serviço de D. João II, dobrou o Cabo Tormentoso ou das Tormentas, local que a partir de então passaria a ser conhecido por Cabo da Boa Esperança numa clara alusão ao facto de este ser o ponto de partida para se alcançar o oceano Índico a partir do oceano Atlântico e a todas as possibilidades, económicas e expansionistas, que isto encerrava na época.
A Bartolomeu Dias foi-lhe encomendada esta importante missão acima de tudo porque era um homem com um nível de formação que garantiam ao monarca uma percentagem bastante grande de possível êxito.

Assim, em finais de Agosto de 1487, Bartolomeu Dias larga de Lisboa ao mando de três embarcações, com rumo traçado em direcção ao Tormentoso com o objectivo de encontrar a tão ansiada passagem marítima para a Índia, afinal o propósito último que leva dom João II a empreender esta empresa.

A viagem, tal como Bartolomeu Dias teria oportunidade de relatar na primeira pessoa ao seu soberano, estaria cheia de sobressaltos e dificuldades, tornando a tarefa mais complicada do que se julgaria a princípio.

Finalmente, em 3 de Fevereiro de 1488, passados quase 6 meses desde a partida de Lisboa, a expedição alcança o seu objectivo.
Conta-se que, antes do regresso a casa, Bartolomeu Dias, observando por última vez o famoso cabo que tinha conseguido “dobrar”, terá dito “Tormentoso, mas porquê, se a tormenta já lá vai? Assinalas o caminho para a Índia, por isso vou chamar-te da Boa Esperança…”.

3 de Fevereiro de 1536: Morre, em Évora, o poeta e cronista português Garcia de Resende, compilador do Cancioneiro Geral.

3 de Fevereiro de 1536 – Morre, em Évora, o poeta e cronista português Garcia de Resende, compilador do Cancioneiro Geral.

Passam hoje 487 anos. Escreveu a “Miscelânea” em redondilhas, onde descreve personagens e acontecimentos, nacionais e europeus e o “Cancioneiro Geral”, em que reuniu as composições poéticas produzidas nas cortes de D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I.

Na imagem, estátua de Garcia de Resende, em Évora, sua terra natal.

1 de fevereiro de 1908: Regicídio

No dia 1 de fevereiro do ano de 1908, deu-se o atentado à família real portuguesa, no qual pereceram o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe.

Numa altura de instabilidade política, a família real viajava numa carruagem aberta (mais concretamente um landau), praticamente sem escolta, passando pelo Terreiro do Paço. Na zona ocidental da praça, foram surpreendidos por tiros de carabina, disparados primeiro por Manuel Buíça e depois por Alfredo Costa, sendo o rei D. Carlos o primeiro a ser atingido, mais do que uma vez.

O jovem príncipe D. Luís Filipe, com o seu próprio revolver e mesmo ferido, consegue atirar contra um dos atacantes, mas ao fazê-lo, fica na mira dos disparos e acaba por tombar também. No meio da confusão, a rainha D. Amélia procura em desespero proteger a família com a única arma que tinha: um ramo de flores que lhe foi entregue à chegada a Lisboa. Conseguiu proteger o filho mais novo, D. Manuel, mesmo assim atingido num braço, e valeu a ajuda inesperada de um soldado que passava no local e que se atirou ao atirador que apontava a arma para os últimos sobreviventes da família real.

O cocheiro, já ferido, conseguiu fazer a carruagem seguir pela Rua do Arsenal, onde encontraram refúgio. A polícia, que entretanto chegara, matou no local os regicidas.

Sobreviveram D. Amélia e D. Manuel, que viria a ser aclamado D. Manuel II, último rei de Portugal. Foi o princípio do fim para a monarquia em Portugal.

D. Carlos e D. Luís Filipe foram sepultados no Panteão dos Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora, alguns dias depois do atentado.

2 de Fevereiro de 1903: Inauguração do 1.° Congresso Marítimo Nacional

2 de Fevereiro de 1903 – Inauguração do 1.° Congresso Marítimo Nacional, na Sala Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Foi há 120 anos que, na presença do rei D. Carlos, da rainha D. Amélia, do Infante D. Afonso, de vários elementos do Governo, do Corpo Diplomático, e de um representante do cabido da Sé de Lisboa, foi inaugurado este importante encontro promovido pela Liga Naval.

Estiveram ainda presentes representantes das cidades do Porto, de Viana e de Faro, dada a importância dos seus portos marítimos.

Na imagem, gravura de uma sessão do Congresso Marítimo Nacional, publicada na revista “Occidente”, n.º 869, de 20 de Fevereiro de 1903.

Regicídio e outros Crimes Canhotos do Século XX

Regicídio e outros Crimes Canhotos do Século XX

Fev 7, 2021 | História, Opinião |

No dia 1 de Fevereiro de 2021, somámos mais um ano (já lá vão 113 anos) desde o infame regicídio de 1908, que vitimou a tiro o então Rei D. Carlos I e o Príncipe Real D. Luís Filipe, no Terreiro de Paço, quando regressavam do Paço Ducal de Vila Viçosa, para onde o Rei e restante família se deslocavam geralmente no Inverno para a temporada de caça. Esse magnicídio, obra da Carbonária (em que Alfredo Costa e Manuel Buíça constituíram os sicários de serviço) em conluio com a Maçonaria e outros republicanos, foi simultaneamente o início do funeral da monarquia em Portugal, pois encerrou a governação “mão-de-ferro” ou “à turca” (como se dizia na época) de João Franco, esforço último de D. Carlos para restabelecer a ordem política e moral, e segurar a monarquia portuguesa. Adicionalmente, foi entronado um rei de 18 anos, sem preparação para reinar no clima político-social de elevada crispação vigente e que nunca o quis verdadeiramente ser: D. Manuel II. Aguentou pouco mais de dois anos.

Este acontecimento marcante deu início em Portugal, ao que já é hoje uma longuíssima prática das várias esquerdas radicais: perpetrar os piores crimes de sangue e violentas agitações de rua de que há memória. Porém, e na senda da Revolução Francesa, quando Luís XVI e Maria Antonieta da Áustria foram guilhotinados, e o Terror de Robespierre matou 17.000 franceses num só ano; ou da Revolução Russa, em que os revolucionários mataram à bala e à baioneta toda a família imperial do Czar Nicolau II, dando início a um sem fim de assassinatos arbitrários e fomes que perduraram por décadas – com o intuito de liquidar os “inimigos da revolução”, os crimes das esquerdas revolucionárias, estando estas representadas por jacobinos, bolcheviques ou maoístas, são sempre relativizados e são hoje quase desconhecidos pelas grandes massas do Ocidente. E Portugal não é excepção. O domínio cultural assegurado pela esquerda nas últimas décadas, é a explicação primordial.

Desta forma vou aproveitar o aniversário desta infeliz tragédia, para relembrar mais alguns crimes das esquerdas nacionais ao longo do século XX:

Propagação do medo e da desordem pública, por parte do Movimento da Formiga Branca, ao longo de quase toda a I República. Esta milícia que funcionou como guarda pretoriana do Partido Democrático de Afonso Costa, empreendeu vários trabalhos de sabotagem, como a realização de atentados bombistas e raptos;

Assassinato do Presidente Sidónio Pais a 14 de Dezembro de 1918, no Rossio, por José Júlio da Costa, anarquista de esquerda;

Noite sangrenta de 19 de Outubro de 1921, em que foram assassinados até alguns históricos propulsores da república, como António Granjo – na altura Presidente do Ministério de Portugal (equivalente ao actual cargo de Primeiro-Ministro), Machado Santos ou José Carlos da Maia, por marinheiros e arsenalistas radicalizados e instrumentalizados;

Tentativa de eliminação física de Salazar à bomba, quando este chegava no seu carro a uma missa dominical em Lisboa, na Rua Barbosa du Bocage, a 4 de Julho de 1937, por parte de anarco-sindicalistas, com ligações a republicanos espanhóis – estávamos em plena Guerra Civil de Espanha (36-39);

Sequestro e desvio do paquete Santa Maria, no início de 1961, por Henrique Galvão e sua trupe, havendo a lamentar a morte do terceiro oficial, tendo-se registado vários feridos;

Período revolucionário de 74-75: milhares de prisões sem mandato de captura, torturas bárbaras de ex-combatentes (exemplo: Marcelino da Mata em 75 no RALIS) e quadros do Estado Novo, ocupação de terras privadas no Sul do país, saneamento de bancos e fábricas, colocação de barricadas em importantes vias de comunicação etc., efectuados pelo COPCON, ala esquerda do MFA, partidos políticos de extrema-esquerda como o MRPP, entre outros. Tudo com o apoio da “loucura gonçalvista” e a complacência de Costa Gomes é claro;

Assassinato de pelo menos 13 inocentes (incluindo até um bebé em 84!), por parte das FP-25 de Otelo Saraiva de Carvalho, entre 1980 e 1987. Otelo foi julgado e preso por estes crimes, sendo depois amnistiado em 1996 por sugestão de Mário Soares, quando estava na condição de Presidente da República.

Enfim, a lista não teria fim… mas claro, como os enunciados actos criminosos foram realizados em nome de um bem maior e em prol da “pureza da humanidade”, fazendo-a rumar em direcção ao progresso e à igualdade sonhados por Marx, e ao seu estado de bonomia selvagem caracterizado por Rousseau…não devem ser condenados. É a maldade do bem.

FREDERICO NUNES DA SILVA in Notícias Viriato

31 de Janeiro de 1580: Morte do cardeal-rei D. Henrique, sem nomear sucessor.

31 de Janeiro de 1580 – Morte do cardeal-rei D. Henrique, sem nomear sucessor.

Passam hoje 443 anos deste dia em que o cardeal-rei deixa o reino sem sucessor. Sem qualquer descendente directo da dinastia de Avis, três nomes perfilaram-se para assumir a coroa: D. Catarina, D. António Prior do Crato e Filipe II de Espanha. O trono acabaria por ser ocupado por Filipe II de Espanha, I de Portugal.

Na imagem, túmulo do Cardeal-Rei D. Henrique no Mosteiro dos Jerónimos.

30 de janeiro de 1699: nasceu no Palácio da Ribeira em Lisboa, a infanta D. Francisca Josefa

Em 30 de janeiro, no ano de 1699, nasceu no Palácio da Ribeira em Lisboa, a infanta D. Francisca Josefa, oitava e última filha do rei D. Pedro II e da rainha D. Maria Sofia de Neuburgo.

D. Francisca Josefa era respeitada e bem considerada por toda a sociedade, conhecida por ser uma infanta bondosa, amável, virtuosa e bastante culta interessando-se pela dança, música e leitura. Nunca casou, nem teve filhos, apesar de se ter levantado a hipótese de um consórcio com Carlos Emanuel III da Sardenha.

Faleceu em Lisboa, aos 37 anos, a 15 de Julho de 1736 e encontra-se sepultada no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

30 de Janeiro de 1160: Tratado de casamento de D. Mafalda, filha de D. Afonso Henriques, com Raimundo, filho do príncipe de Aragão, o Conde de Barcelona

30 de Janeiro de 1160 – Tratado de casamento de D. Mafalda, filha de D. Afonso Henriques, com Raimundo, filho do príncipe de Aragão, o Conde de Barcelona.

Este foi o primeiro de muitos outros matrimónios régios que envolveram o reino de Aragão na primeira dinastia. Foi o caso de D. Sancho I de Portugal, que casou com Dulce, filha do rei de Aragão ou de D. Dinis de Portugal com D. Isabel, Rainha Santa, filha de D. Pedro IV de Aragão; ou da infanta D. Leonor de Portugal, filha de Afonso IV, com o rei D. Pedro IV de Aragão; ou, ainda, a Infanta Maria, filha de D. Pedro I de Portugal, com o infante D. Fernando, filho de D. Afonso IV de Aragão. Estas alianças fortaleciam o lugar do reino de Portugal no quadro da Península.

Na imagem, Anais da Coroa de Aragão, de Jerónimo Zurita.