31 de Janeiro de 1580: Morte do cardeal-rei D. Henrique, sem nomear sucessor.

31 de Janeiro de 1580 – Morte do cardeal-rei D. Henrique, sem nomear sucessor.

Passam hoje 443 anos deste dia em que o cardeal-rei deixa o reino sem sucessor. Sem qualquer descendente directo da dinastia de Avis, três nomes perfilaram-se para assumir a coroa: D. Catarina, D. António Prior do Crato e Filipe II de Espanha. O trono acabaria por ser ocupado por Filipe II de Espanha, I de Portugal.

Na imagem, túmulo do Cardeal-Rei D. Henrique no Mosteiro dos Jerónimos.

30 de janeiro de 1699: nasceu no Palácio da Ribeira em Lisboa, a infanta D. Francisca Josefa

Em 30 de janeiro, no ano de 1699, nasceu no Palácio da Ribeira em Lisboa, a infanta D. Francisca Josefa, oitava e última filha do rei D. Pedro II e da rainha D. Maria Sofia de Neuburgo.

D. Francisca Josefa era respeitada e bem considerada por toda a sociedade, conhecida por ser uma infanta bondosa, amável, virtuosa e bastante culta interessando-se pela dança, música e leitura. Nunca casou, nem teve filhos, apesar de se ter levantado a hipótese de um consórcio com Carlos Emanuel III da Sardenha.

Faleceu em Lisboa, aos 37 anos, a 15 de Julho de 1736 e encontra-se sepultada no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora.

30 de Janeiro de 1160: Tratado de casamento de D. Mafalda, filha de D. Afonso Henriques, com Raimundo, filho do príncipe de Aragão, o Conde de Barcelona

30 de Janeiro de 1160 – Tratado de casamento de D. Mafalda, filha de D. Afonso Henriques, com Raimundo, filho do príncipe de Aragão, o Conde de Barcelona.

Este foi o primeiro de muitos outros matrimónios régios que envolveram o reino de Aragão na primeira dinastia. Foi o caso de D. Sancho I de Portugal, que casou com Dulce, filha do rei de Aragão ou de D. Dinis de Portugal com D. Isabel, Rainha Santa, filha de D. Pedro IV de Aragão; ou da infanta D. Leonor de Portugal, filha de Afonso IV, com o rei D. Pedro IV de Aragão; ou, ainda, a Infanta Maria, filha de D. Pedro I de Portugal, com o infante D. Fernando, filho de D. Afonso IV de Aragão. Estas alianças fortaleciam o lugar do reino de Portugal no quadro da Península.

Na imagem, Anais da Coroa de Aragão, de Jerónimo Zurita.

A Rendição dos Holandeses no Recife em 1654

A Rendição dos Holandeses no Recife em 1654

Em 26 de janeiro de 1654, era assinada, na Campina do Taborda, no Recife, nas imediações de onde hoje está localizado o Forte das Cinco Pontas, a capitulação das tropas holandesas, pondo fim ao período de domínio da Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco e no Nordeste Brasileiro, que durou 24 anos.

Reflexo direto das derrotas nas batalhas do Monte das Tabocas (1645), Casa Forte (1645) e Guararapes I e II (1648 e 1649). As condições da rendição foram aprovadas pelo general Francisco Barreto de Meneses e pelo Tenente General Siegemundt von Schkoppe. Por esta capitulação, comprometeram-se os batavos a entregar não só o Recife e a Mauritzstad (Ilha de Antônio Vaz, hoje bairros de Santo Antônio e São José), mas também os fortes que ainda ocupavam na Ilha de Itamaracá, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará, sendo os eventos relatados no livro “Relação Diária do Sítio e Tomada da forte praça do Recife, recuperação das Capitanias de Itamaracá, Paraíba, Rio Grande, Ceará e Ilha de Fernando de Noronha, por Francisco Barreto Mestre de campo general do Estado do Brasil & Governador de Pernambuco” de 1654.

A Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (WIC) ocupou o coração da economia açucareira do Brasil entre 1630 e 1654, beneficiando-se do lucrativo comércio atlântico baseado no trabalho escravo africano. As mudanças ocorridas com o fim da União Ibérica, com D. João IV aclamado rei de Portugal em 1640 e a assinatura de uma trégua com as Províncias Unidas em 1641, criaram um cenário favorável para a organização de um plano de retomada dos portugueses territórios. Os luso-brasileiros das capitanias do norte estavam endividados e, descontentes com a administração do WIC, aproveitaram as mudanças para articular uma revolta para expulsar os holandeses do Brasil.

A revolta teve o apoio velado do governo geral do Brasil e do rei português, que forneceu tropas, munições e dinheiro que foram usados para manter o exército e subornar oficiais holandeses. As guerras ocorridas nas duas margens do Atlântico nesse período influenciaram diretamente o curso da revolta. A reconquista portuguesa de Angola em 1648 foi um duro golpe para a principal fonte de escravos que a WIC utilizava no Brasil, enquanto as derrotas sofridas durante a Primeira Guerra Anglo-Holandesa (1652-1654) enfraqueceram a capacidade dos holandeses de manter o controle marítimo no nordeste do Brasil. A deterioração causada pela guerra prolongada, as derrotas sucessivas e o fraco apoio do WIC e das Províncias Unidas às suas forças no Brasil levaram os holandeses a capitular em 1654, diante de um bloqueio naval realizado pela frota do Companhia Geral do Brasil.

Em maio de 1652, com a irrupção da guerra anglo-holandesa ficou mais fácil resolver o impasse estratégico no Brasil. Agora, por mais que fôssem provocados na América, não havia mais para os holandeses a possibilidade de bloquear Lisboa, e os portugueses não tardariam a perceber essa oportunidade. Sugeriu o Conselho Ultramarino ao rei que era a ocasião de aceitar as repetidas propostas feitas por Francisco Barreto de um ataque combinado contra Recife, dando-se ordem à próxima frota da Companhia do Brasil “para cercar Pernambuco e tentar a sua recuperação, ou, pelo menos, apoderar-se dos navios carregados que estivessem no pôrto”

Hendrik Haecxs registou em seu diário a entrada, no dia anterior, das vanguardas de João Fernandes Vieira nos subúrbios de Recife: “Eram todos homens de terrificante aspecto, marchando em tão perfeita ordem, e tão bem armados, como jamais se viu”. Outra testemunha ocular, mais hostil, foi constrangida a admitir: “O Mestre-de-Campo-General, Francisco Barreto, instituiu em tudo tão rígida disciplina que nenhum cidadão sofreu o mínimo insulto ou ofensa, o que é muito para espantar, tendo-se em vista acharem-se juntas raças tão diversas, brancos, mulatos, brasileiros [= tupis], negros e tapuias, todos tão despidos e andrajosos como se tivessem sido tirados da fôrca”

Embora ficasse assim provado que não haveria razão para o mêdo, tantas vêzes manifestado pelos conselheiros, de que os portuguêses trucidassem sem piedade tôda a população da cidade de Recife, caso algum dia viessem a tomá-la, os holandeses em tôda parte foram vítimas de sua própria propaganda.

A retidão de Francisco Barreto pode ser melhor apreciada pelo tratamento por êle dispensado à comunidade judaica de Recife, que mais do que qualquer outra tinha razões para temer a reconquista portuguêsa. Para sua felicidade e surprêsa, o procedimento de Barreto para com êles não poderia ter sido mais correto. “Deus onipotente, com a sua fôrça infinita, influenciando o coração do Governador Barreto, protegeu as suas criaturas, livrando-as de todos os perigos iminentes. Proibiu aquêle governador que se tocasse ou molestasse qualquer pessoa pertencente à nação hebraica, estabelecendo castigos severos para os que infligissem essa proibição. E não ficou nisso, pois permitiu que os judeus vendessem as suas mercadorias.

Francisco Barreto foi ainda mais cavalheiro com os chefes holandeses vencidos, pois concedeu a Von Schoppe e à sua espôsa levarem boa quantidade de pau-brasil, sem pagar quaisquer direitos, afora os favores pessoais feitos a Schonenburgh e Haecxs• Ao chegarem à Holanda, no mês de julho, êsses altos personagens foram levados à prisão e submetidos a processo, mas minguaram provas contra êles, não se chegando a nenhuma conclusão. Isso provàvelmente porque se tornou patente (a despeito dos panfletários hostis) que eram as autoridades da Holanda, mais do que os seus subordinados em Recife, as principais responsáveis pela perda do “menosprezado Brasil” (verzuimd Brazil), como a colônia ficou ulteriormente sendo chamada nas publicações holandesas. Von Schoppe foi julgado por um tribunal militar, recebendo sentença semelhante à lavrada quatro anos antes contra o almirante Witte de With – a perda de todos os proventos a partir da data da rendição.

É evidente que a capitulação de Taborda constituiu uma surprêsa para a maioria dos contemporâneos; isso a despeito da série de relatórios pessimistas enviados pelo Grande Conselho de Recife a partir da revolta de junho de 1645, e malgrado a intensa aversão que mostravam a prestar serviço no Brasil neerlandês todos quantos ali estiveram durante aquêle período. A resistência das fortificações de Recife e da cidade Maurícia era muito super-estimada na Europa, talvez por causa de livros como a Histoire de Pierre Moreau, onde se descreve a praça de Recife como uma das mais poderosas do mundo. O fato é que a maior parte dos fortes era construída de terra socada, que se deteriorava ràpidamente sob a ação das chuvas. Os tapuias e potiguaras, aliados dos flamengos, ficaram particularmente desgostosos com o colapso da colônia, censurando acerbamente os holandeses por haverem entregado tão fàcilmente as suas fortificações, deixando os seus amigos ameríndios à mercê da vingança dos portuguêses. Na outra banda do mundo, quando os prisioneiros holandeses da índia portuguêsa levaram a Goa essas notícias, ninguém quis acreditar nelas. respondendo que “os portuguêses poderão um dia tomar Amsterdam, mas Recife nunca”

Na Holanda, acham as novas gerações que êsse desastre marcou o declínio da idade de ouro da expansão colonial holandesa, a qual tivera seu início em 1619, com a fundação de Batávia por Jan Pieterszoon Coen, no lugar em que ficava a Jacatra dos javaneses: “Na antiga Jacatra começou a Vitória, Na conquista de Recife a derrocada.”

O tratado definitivo de paz entre Holanda e Portugal, por mediação da Inglaterra, foi firmado em Haia, a 6 de Agosto de 1661.

Fonte: BOXER, Charles R. , Os holandeses no Brasil (1624-1654).

26 de Janeiro de 1654: Os holandeses retiram-se de Pernambuco, Brasil

26 de Janeiro de 1654 – Os holandeses retiram-se de Pernambuco, Brasil.

Passam hoje 369 anos da assinatura da capitulação das tropas holandesas, pondo fim ao período de domínio da Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco e no Nordeste Brasileiro, que durou, aproximadamente, 24 anos.

Na imagem, a bandeira da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, listrada horizontalmente a vermelho, branco e azul, com o monograma GWC (Geoctrooieerde Westindische Compagnie), ao centro.

20 de Janeiro de 1554: Nasce D. Sebastião, “O Desejado”.

20 de Janeiro de 1554 – Nasce D. Sebastião, “O Desejado”.

Foi o décimo sexto monarca português e o sétimo e penúltimo da dinastia de Avis.

Aclamado rei no dia 16 de Junho 1557 só viria a tomar posse do governo do reino de Portugal e de seus senhorios e conquistas a 20 de Janeiro de 1568, dia do seu décimo quarto aniversário.

O reinado de D. Sebastião acabou abruptamente, a 4 de Agosto de 1578, com a derrota de Alcácer Quibir.

Na imagem, o retrato de D. Sebastião com 11 anos, pintado por Cristovão de Morais, em 1565 (Mosteiro das Descalças Reais).

19 de Janeiro de 1919: a Monarquia é proclamada no Porto, por Paiva Couceiro.

A 19 de Janeiro de 1919 a Monarquia é proclamada no Porto, por Paiva Couceiro, que organiza uma Junta Governativa.

Faz hoje precisamente 104 anos que na cidade do Porto eclodiu um movimento contra-revolucionário que haveria de ficar conhecido como “Monarquia do Norte”, encabeçado por Paiva Couceiro e por outros oficiais do exército descontentes com o rumo conturbado da 1ª República, o qual proclamou a restauração da monarquia derrubada nove anos antes pela revolução de 5 de Outubro de 1910, voltando a içar nos edifícios públicos das principais vilas e cidades do norte do país a bandeira azul e branca com o escudo real, aos dezanove dias de Janeiro de 1919…” (por, José Luís Espada-Feyo)

Após o assassinato de Sidónio Pais, a 14 de Dezembro de 1918, os monárquicos portugueses aproveitaram a situação de instabilidade vivida no País para redobrar as suas acções no sentido de restaurar o regime derrubado a 5 de Outubro de 1910. Assim, a 19 de Janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, anunciando a constituição de uma Junta Governativa. Esta era constituída por Henrique de Paiva Couceiro, que, além de presidente, tinha a seu cargo a pasta da Fazenda e Subsistências; António Adalberto Sollari Allegro, com a pasta do Reino; o visconde do Banho, encarregado dos Negócios Eclesiásticos, da Justiça e da Instrução; na Guerra e Comunicações, João de Almeida; nos Negócios Estrangeiros, Luís de Magalhães; nas Obras Públicas, Correios e Telégrafos, Artur da Silva Ramos; e na Agricultura, Comércio e Indústria e Trabalho, o conde de Azevedo.A proclamação da Junta do Norte gerou focos de resistência ao poder republicano em vários pontos do País.

No Norte, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Eden-Teatro do Porto como local onde decorriam os interrogatórios.
A 23 de Janeiro, seguindo os passos dos monárquicos do Norte, os monárquicos de Lisboa concentraram-se em Monsanto, acabando, porém, por ser vencidos em pouco tempo. Os monárquicos do Norte, porém, mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte das Beiras. A revolta caiu a 13 de Fevereiro, com a entrada no Porto das tropas fiéis à República.

19 de Janeiro de 1919: a Monarquia é proclamada no Porto, por Paiva Couceiro.

A 19 de Janeiro de 1919 a Monarquia é proclamada no Porto, por Paiva Couceiro, que organiza uma Junta Governativa.

Faz hoje precisamente 104 anos que na cidade do Porto eclodiu um movimento contra-revolucionário que haveria de ficar conhecido como “Monarquia do Norte”, encabeçado por Paiva Couceiro e por outros oficiais do exército descontentes com o rumo conturbado da 1ª República, o qual proclamou a restauração da monarquia derrubada nove anos antes pela revolução de 5 de Outubro de 1910, voltando a içar nos edifícios públicos das principais vilas e cidades do norte do país a bandeira azul e branca com o escudo real, aos dezanove dias de Janeiro de 1919…” (por, José Luís Espada-Feyo)

Após o assassinato de Sidónio Pais, a 14 de Dezembro de 1918, os monárquicos portugueses aproveitaram a situação de instabilidade vivida no País para redobrar as suas acções no sentido de restaurar o regime derrubado a 5 de Outubro de 1910. Assim, a 19 de Janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, anunciando a constituição de uma Junta Governativa. Esta era constituída por Henrique de Paiva Couceiro, que, além de presidente, tinha a seu cargo a pasta da Fazenda e Subsistências; António Adalberto Sollari Allegro, com a pasta do Reino; o visconde do Banho, encarregado dos Negócios Eclesiásticos, da Justiça e da Instrução; na Guerra e Comunicações, João de Almeida; nos Negócios Estrangeiros, Luís de Magalhães; nas Obras Públicas, Correios e Telégrafos, Artur da Silva Ramos; e na Agricultura, Comércio e Indústria e Trabalho, o conde de Azevedo.A proclamação da Junta do Norte gerou focos de resistência ao poder republicano em vários pontos do País.

No Norte, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Eden-Teatro do Porto como local onde decorriam os interrogatórios.
A 23 de Janeiro, seguindo os passos dos monárquicos do Norte, os monárquicos de Lisboa concentraram-se em Monsanto, acabando, porém, por ser vencidos em pouco tempo. Os monárquicos do Norte, porém, mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte das Beiras. A revolta caiu a 13 de Fevereiro, com a entrada no Porto das tropas fiéis à República.

13 de janeiro de 1750: assinado entre Portugal e Espanha o Tratado de Madrid

TRATADO DE MADRID

Em 13 de janeiro de 1750, foi assinado entre Portugal e Espanha o Tratado de Madrid, que fixava os limites dos domínios entre as duas nações.

A linha divisória fixada pelo Tratado de Tordesilhas (1494), não tinha sido respeitada, nem pelos portugueses no Brasil, nem pelos espanhóis nas Índias Orientais. Procurou-se regular a disputa, adotando então o princípio do uti possidetis, com a única condição de que seria cedida por Portugal à Espanha a praça da Colónia do Sacramento, em troca do território situado ao norte do Ibicuí e ao oriente do Uruguai, onde os jesuítas espanhóis, expulsos em 1638, pelos paulistas, haviam novamente fundado sete missões de guaranis (1687-1707).

O verdadeiro negociador do tratado foi Alexandre de Gusmão, embora o seu nome não apareça nesse documento. Os guaranis do Uruguai, dirigidos pelos jesuítas, opuseram-se à execução do tratado. Houve então a guerra de 1754 a 1756, em que eles foram vencidos.

O Tratado de Madrid, assinado em 1750, impôs uma nova agenda à administração colonial portuguesa em relação às suas colónias na América, particularmente as conquistadas no século anterior. A Metrópole teve de encontrar alternativas para povoar e tornar economicamente interessantes as vastas áreas que compreendiam todo o território ao Norte e a Oeste da América Portuguesa.

Foto: Mapa das Cortes no contexto das negociações do Tratado de Madrid.

13 de janeiro de 1750: assinado entre Portugal e Espanha o Tratado de Madrid

TRATADO DE MADRID

Em 13 de janeiro de 1750, foi assinado entre Portugal e Espanha o Tratado de Madrid, que fixava os limites dos domínios entre as duas nações.

A linha divisória fixada pelo Tratado de Tordesilhas (1494), não tinha sido respeitada, nem pelos portugueses no Brasil, nem pelos espanhóis nas Índias Orientais. Procurou-se regular a disputa, adotando então o princípio do uti possidetis, com a única condição de que seria cedida por Portugal à Espanha a praça da Colónia do Sacramento, em troca do território situado ao norte do Ibicuí e ao oriente do Uruguai, onde os jesuítas espanhóis, expulsos em 1638, pelos paulistas, haviam novamente fundado sete missões de guaranis (1687-1707).

O verdadeiro negociador do tratado foi Alexandre de Gusmão, embora o seu nome não apareça nesse documento. Os guaranis do Uruguai, dirigidos pelos jesuítas, opuseram-se à execução do tratado. Houve então a guerra de 1754 a 1756, em que eles foram vencidos.

O Tratado de Madrid, assinado em 1750, impôs uma nova agenda à administração colonial portuguesa em relação às suas colónias na América, particularmente as conquistadas no século anterior. A Metrópole teve de encontrar alternativas para povoar e tornar economicamente interessantes as vastas áreas que compreendiam todo o território ao Norte e a Oeste da América Portuguesa.

Foto: Mapa das Cortes no contexto das negociações do Tratado de Madrid.