17 de Janeiro de 1462 – Descobrimento pelo navegador Diogo Afonso da ilha de Santo Antão, em Cabo Verde.
O nome Santo Antão foi dado pelo navegador português em consonância com o santo do dia da descoberta, tal como ocorreu com outras ilhas do grupo: São Vicente, São Nicolau e Santa Luzia.
Na imagem, estátua de Diogo Afonso, no Mindelo (Ilha de S. Vicente).
16 de Janeiro de 1822 – José Bonifácio de Andrada e Silva é nomeado Ministro do Reino.
Passam hoje 201 anos. A separação do Brasil tornou-se real a partir do dia do “Fico”, quando D. Pedro, pressionado, decidiu não regressar ao reino de Portugal (9 de Janeiro de 1822).
José Bonifácio de Andrada e Silva irá agora fazer parte do primeiro ministério como titular da pasta do Reino e dos Negócios Estrangeiros no Brasil. Nela ajudará o jovem príncipe a realizar a sua obra emancipadora.
Na imagem, monumento em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, no Largo de São Francisco, no centro histórico do Rio de Janeiro.
15 de Janeiro de 1432 – Nasce D. Afonso V, “O Africano”.
Passam hoje 591 anos que no Paço de Sintra, numa terça-feira, nascia o infante D. Afonso. Filho de D. Duarte e de D. Leonor de Aragão, casou com sua prima D. Isabel, filha do Infante D. Pedro.
Tendo herdado o trono em 1438, ainda criança, tomou conta do governo em 1446, coadjuvado pelo seu tio D. Pedro, que mais tarde dispensou, e que, depois, guerreou na Batalha de Alfarrobeira, onde D. Pedro virá a morrer.
Foi no seu reinado que se conquistaram várias praças em África (Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger) e daí o seu cognome de “O Africano”.
Na imagem, retrato de D. Afonso V em gravura a buril (MNAA).
12 de janeiro de 1633: foi ratificado o casamento (realizado primeiro por procuração no início do mês) entre D. João II, 8º Duque de Bragança e D. Luísa de Gusmão, filha do duque de Medina Sidónia.
A magnificente cerimónia de ratificação deu-se em Elvas, celebrada pelo bispo D. Sebastião de Matos Noronha, e em Vila Viçosa deram-se grandes festas para celebrar o casamento dos duques.
Alguns anos depois, em 1640, este casal ascendeu ao trono de Portugal como primeiro casal régio da nova dinastia real de Bragança, que restaurou a independência em Portugal. Foram pais de sete filhos, sendo que dois deles subiram ao trono português, D. Afonso VI e D. Pedro II, e uma foi rainha de Inglaterra e regente em Portugal, D. Catarina de Bragança.
D. João IV e D. Luísa de Gusmão encontram-se sepultados no Panteão dos Bragança no Mosteiro de São Vicente de Fora.
12 de Janeiro de 1890 – No decorrer de um jantar, de improviso, surge o cântico patriótico “A Portuguesa”.
Foi no dia seguinte ao Ultimatum do governo inglês. Nas ruas da capital ouviam-se brados patrióticos, insurgindo-se contra a Inglaterra.
O objetivo d’ “A Portuguesa” era exaltar o patriotismo e orgulho nacionais perante a ameaça britânica.
Após a Implantação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, o Hino da Carta foi substituído pela “A Portuguesa”. A marcha acabou por ser consagrada Hino Nacional na Assembleia Nacional Constituinte, de 19 de Junho de 1911.
Na imagem, os autores d’ “A Portugueza”, publicada na revista “O Occidente”, n.º 405, de 21 de Março de 1890.
Há 875 anos, a 11 de janeiro de 1148, D. Afonso Henriques conquista a vila de Óbidos aos mouros. Em novembro de 1147, e após a conquista de Lisboa e de Santarém aos mouros, o primeiro rei de Portugal decide-se pela conquista de Óbidos por saber que esta era uma praça mais forte do que outras como Torres Vedras ou Alenquer. Liderado por Gonçalo Mendes da Maia, o ‘Lidador’, um grupo de cavaleiros investiu durante a noite pela parte nascente da terra enquanto os restantes militares portugueses chamavam a atenção dos árabes na porta do castelo a poente, hoje chamada Porta da Vila.
De acordo com a história, foi valente esta batalha que é uma das menos recordadas por alegadamente ter sido “abafada” pela conquista das importantes Lisboa e Santarém. Esta “tomada” surge após a reconquista de Santarém, considerada uma das mais bem defendidas cidades sob domínio muçulmano. Tendo a conquista de Portugal aos mouros sido feita de norte para sul, Óbidos era a “cabeça” ou castelo de um território de grandes dimensões, tendo tido um papel importante no povoamento do reino para sul.
D. Afonso Henriques considerava a conquista de Óbidos como uma dificílima empresa, e só desalojou as hostes agarenas que aguerridamente defenderam o castelo graças a um estratagema que permitiu tomar a vila. Enquanto o grosso do exército atacava a Porta da Vila e as muralhas a poente, um grupo de cavaleiros dirigia-se a nascente, entrando pela hoje designada Porta da Traição.
9 de Janeiro de 1154 – D. Afonso Henriques concede foral à vila de Sintra.
“Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen. Aprouve-me, a mim Afonso, Rei dos Portugueses, filho do Conde Henrique e da Rainha Teresa e neto do Rei Afonso o Grande, e à minha mulher, Rainha Mafalda, filha do Conde Amadeu, dar-vos, a vós que habitais em Sintra, da classe superior ou da inferior e de qualquer ordem que sejais, e a vossos filhos e descendentes, carta irrevogável, de direito, estabilidade e serviço.”
Na imagem, carta do Foral de Sintra, datada de 9 de Janeiro de 1154, que se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (traslado do foral, datado de 1472).
7 de Janeiro de 1830: Faleceu D. Carlota Joaquina, esposa de D. João VI e rainha consorte de Portugal.
Destacava-se como uma das mais importantes infantas de Espanha, sendo que era a filha primogénita do rei D. Carlos IV de Espanha. Em 1785 com 10 anos de idade casou-se com D. João Duque de Beja (futuro D. João VI), segundo filho da rainha D. Maria I de Portugal, numa tentativa de melhorar a relação entre os dois reinos. Após a morte do filho primogénito de D. Maria I, D. José príncipe do Brasil, D. João e D. Carlota ambos se tornaram herdeiros da coroa portuguesa.
A presença de D. Carlota Joaquina em Portugal, ficou fortemente marcada pelo descontentamento quer da corte portuguesa quer do povo com as suas ações, que a intitularam como a “Megera de Queluz”, por alegadamente favorecer os interesses da coroa espanhola e de conspirar contra o seu marido.
Mais tarde, como uma das principais defensoras do partido absolutista, acabou por ser afastada várias vezes para exílio, até que definitivo no Palácio de Queluz, onde viria a falecer em 1830. Jaz atualmente no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora.
7 de Janeiro de 1355 – Assassinato de Inês de Castro, em Coimbra que deu início a uma guerra civil entre D. Afonso IV e o infante D. Pedro, seu filho e futuro rei.
Passam hoje 668 anos do dia em que Inês de Castro foi executada em Coimbra, por ordem do rei D. Afonso IV. Foi degolada, como convinha a pessoa da sua condição, conforme o registo exarado no Livro da Noa, “crónica breve” elaborada pelos Frades Crúzios, sendo sepultada na igreja das Clarissas.
Já depois de assumir a coroa portuguesa, D. Pedro vai trasladar o seu corpo para o Mosteiro de Alcobaça.
Na imagem, a figura de D. Inês de Castro, no seu túmulo, no Mosteiro de Alcobaça.
5 de Janeiro de 1876 – Começa a construção da ponte ferroviária de D. Maria Pia, na cidade do Porto.
Passam hoje 147 anos do início da construção desta ponte sobre o rio Douro.
Na obra foram utilizadas cerca de 1600 toneladas de ferro, tendo sido erguido um elegante arco parabólico considerado, na altura, o maior do mundo. Um projecto e construção da responsabilidade da Casa Eiffel & Cª, de Paris.
Na imagem, uma fotografia da época da construção da ponte onde se pode ver o arco ainda por fechar (Arquivo Municipal do Porto).